domingo, 26 de fevereiro de 2012

Was a long and dark "February", from the rooftops I remember There was snow white snow...


* tradução do titulo: Foi um long e escuro janeiro, dos telhados, eu me lembro
tinha neve, neve branca.

Último final de semana do meu intercâmbio não poderia ser apenas um qualquer, afinal eu passei doze semanas aqui e tive experiências novas e maravilhosas. Eu as vezes penso que tudo foi um grande sonho e que acordarei novamente em novembro, mas tudo foi real, tão perfeito e real. Por isso meu último fim de semana foi escolhido para ser meu primeiro encontro com a neve.

O diretor da escola alugou um van e pegamos duas horas de estrada em direção a Big Bear Mountain, uma das mais badaladas estações de esqui da california. Eu estava bastante animado para essa nova experiência, tendo que em vista que minhas últimas semanas foram banais e repetitivas devido a volta dos meus amigos para seus respectivos lares.

Como todo bom iniciante peguei aulas de snowboarding, e digo até que fiz mais progresso que imaginei, até porque passei maior do tempo sozinho, sem ajuda de ningéum e como sempre me virando com os termos e expressões desconhecidas em inglês. Depois da aula e do cansaço gerado pelas inúmeras quedas e tentativas de se levantar, e claro a altitude de 2.500m, resolvi dar uma pause. Tirei minha prancha e comecei a brincar como uma criança na neve. Fiz meu primeiro anjo, meu primeiro boneco de neve e claro lancei uma bola ao vento. Senti-me nos filmes americanos, e claro me lembrei da minha infância fazendo castelos de areia na praia.

Bem, a neve! A neve é fria, senhores. E fria foi minha viagem com os chineses se divertindo entre si, ficando eu sozinho caindo e levantando no snowboarding. Mas não me arrependo as vezes é bom passar um tempo sozinho, acho que teria me divertido muito mais com alguns amigos, porque fariamos brincadeiras com as quedas.

Tirando esse pesar foi magnifico conhecer uma estação de esqui, toda a estrutura. E ver que você não precisa necessariamente esquiar para conhecer a montanha, afinal os bares tem músicas e são animados.

E lá se foram três meses de viagem, e meu último final de semana. Em breve um texto sobre o balanço de tudo que aconteceu.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Encontros e desencontros - Um lugar comum das despedidas


Já diziam os físicos que o tempo é relativo. Para confessar nunca compreendi muito aquela famosa fórmula que explica essa frase. Na verdade mesmo, nunca fiz questão de compreender. Todavia, em alguns momentos é inevitável não citá-la. Quanto tempo dura um mês? O mais apressados responderiam trinta dias, o mais intelectuais buscariam uma fórmula para provar seu pensamento. A minha resposta é simples, e remonta aos nossos tempos de criança: Depende!
Acho que para todos nós que fizemos parte dessa experiência a resposta não é exata. Eu diria que um mês é pouco, que passou rápido demais. Que tínhamos muitos mais desejos e vontades para aproveitar juntos. Mas também responderia , logo após refletir sem muito drama, que é muito. Porque muito ? Pelo simples motivo que conheci pessoas que guardarei para o resto da minha vida. Pessoas que compartilharam experiências, medos, anseios, saudades, chateações. Enfim, compartilhamos emoções. E ninguém se lembra de uma experiência sem remontar a uma emoção. Aquelas situações frias alheias aos nossos sentimentos simplesmente passam como um carro na rua. Não tocam, não marcam.

Mas vocês marcaram. Aprendi muitas coisas com cada uma das pessoas que estiveram em Whittier no mês de Janeiro. Talvez, aprendemos menos inglês do que deveríamos, confesso, apesar de estar bastante satisfeito com meu andamento no idioma. Todavia, aprendi a ser mais tolerante, paciente. Aprendi a relembrar alguns defeitos que tentava tanto esconder em um passado longínquo. Consertei alguns, outras apenas segui em frente aparando as arestas , esperando o dia em que a maturidade finalmente falará o mesmo idioma.

Lembro-me do primeiro dia que conheci todos vocês. Eu estava bastante animado com a possibilidade de conhecer novos brasileiros. Um mês, quase sozinho, nos Estados Unidos me fez perceber que sinto falta do calor humano, da diversão, das brincadeiras que apenas os brasileiros sabem fazer.

Posso ter falado demais, confesso. Peço desculpas, ás vezes queria apenas ajudar e tornar a experiência mais magnifica do que já é. Tendo em vista que o primeiro contato sempre é traumático com o novo país, a nova cultura, novas pessoas etc.

O mês passou. Viajamos para San Francisco, conhecemos Santa Barbara. Vocês viajaram para Las Vegas, tiveram histórias engraçadas na volta do Gran Caynon. Alugamos dezenas de vezes carros. Viramos melhores amigos da Enterprise e da Hertz.

Enfrentamos nossos medos, porque não? Como não lembrar da apreensão de muitos ao ver as montanhas russas do Six Flags. Lembro como se fosse ontem de alguém berrando quero ir de novo.

Mas o mês. Mas não! Pequena correção: E o mês passou. Para que se lamentar que acabou, para que chorar ? Vivemos, sentimos e agora temos recordações para vida toda. Algum pessimista levantaria e diria: "Mas será díficil nos encontrarmos de novo." Eu respondo: Um dia o intercâmbio foi apenas um sonho, volte algumas páginas desse blog e veja a evolução. Tenho a certeza que ainda viveremos muitas coisas juntos. Uns mais outros menos. Cada um com seu tempo devido a diferença de idades. Mas isso tornou tudo mais bonito. Éramos um grupo de diferentes partes do Brasil: Aracaju, Londrina, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Isso nos proporcionou trocar experiências.

Aprendi muito sobre Bauru, e nossa como eu poderia morrer sem conhecer Humberto e Ronaldo?

Como alguém já disse a intensidade dos momentos é o que importa. Escrevo apenas hoje porque precisei de um tempo digerindo a pausa - não o fim. Acordar segunda feira,ir para Aula da Colina e ver a Kaplan fria e mais formal foi impactante.Todavia, só me fez valorizar mais e mais o tempo que passei com essas pessoas maravilhosas.

Obrigado por tudo e até breve. O nosso sonho coletivo ainda não terminou,apenas uma pausa pois ainda vamos construí-lo juntos. Entretanto, meu sonho particular continua até dia 3 de março.