quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Instante posterior a uma leitura generalizada


Horário local onze horas da manhã. O professor percebe que não tem muito o que fazer e resolver liberar a turmar quinze minutos antes. Uma atitude normal, outro dia normal. E o relógio passaria voando até que todos estivéssemos juntos para almoçarmos e continuarmos nossas respectivas rotinas.

Todavia, não para mim. Com o passar dos anos passei a admirar alguns minutos de solidão e silêncio. Muitas pessoas possuem dificuldade em confontrar a si nesses momentos, por isso logo procuram abrigo em uma conversa animada de um grupo ou simplesmente ligam seus aparelhos de música, fechando ao mundo ao redor. Mas em um instante posterior não me senti satisfeito com o banal. Era dia de algo novo.

Começara a caminhada sem destino definido ou companheiro. Uma caminha bastante lenta pelo imenso e , agora, cheio campus da Whittier College. Não sei se foi a tranquilidade da cidade pequena ou apenas o verde dos gramados que me fizeram sentar. Sentei-me com confiança e autoridade, afinal quem estivesse passando deveria pensar que eu tinha um objetivo e certeza do que estava fazendo. Entretanto, uma atitude inútil, dificilmente alguém prenderia sua atenção a um brasileiro aleatório sentado no meio de um gramado.

Minha leitura começaria naquele exato momento, mas o livro que tinha na mochila permaneceu onde estava. Passei a ler a natureza - os esquilos correndo e os passarinhos voando - e as pessoas. Naquela manhã um grupo de chineses acabara de chegar. Direto do meu camarote percebi o olhar distante e nervoso daqueles que tinham muitas dúvidas e medos. Lembrei-me da minha primeira semana, e com um simples risada recordei que já estivera naquela posição.

A viagem me fez perceber que o menos importante na comunicação são as palavras ou o idioma. Percebi que existem gestos e movimentos corporais universais. Naquele mesmo grupo calouro pude perebe que um casal estava prestes a terminar um relacionamento. Como? Simples, andavamos juntos mas não conviviam. A aproximação fria dos beijos mostrava que já era tempo do fim.

Logo, após um grupo de americanos jogando frisbee chamou minha atenção. Percebi mais uma vez que a alegria e a diversão de estar com seus amigos é algo universal, enquanto uns corriam para um lado e para o outro, as meninas escutavam as piadas maldosas dos rapazes que tinham mais habilidade com os discos. Por um momento senti um aperto no coração, a saudade acumulada começava a buscar sua vitima, leia-se as lágrimas que pediam para escorrer.

Resisti a tentação para continuar minha leitura, não poderia desperdiçar meus preciosos momentos chorando, guardaria as lágrimas para mais tarde. Sorri novamente a perceber que havia passado meia hora, e que eu estava atrasado.

Em um último suspiro de reflexão olhei para todos os estudantes que andavam correndo de um lado para o outro, alguns sem ao menos olhar por quem passavam, outros visivelmente preocupado com as matérias que estudavam, outros desesperados por serem refens do relógio. Suspirei. Levantei-me lentamente como em um esforço imensurável para não entrar no grupo de reféns do relógio, tentando deixar gravado para o resto da minha vida que não poderia agir daquele jeito.

Doce ilusão. Já havia olhado o relógio, já era parte do grupo , afinal mais um atraso significaria uma falta. E em um movimento brusco comecei a caminhar rumo ao lugar do almoço, sem fome de fato, mas com vontade alucinante de devorar mais uma leitura generalizada.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Jogo dos Lakers


O tempo passou e fiquei devendo meu post sobre o jogo dos Lakers. Acredito que todas as pessoas que já pensaram um dia conhecer Los Angeles lembram-se da oportunidade de assistir esse espetáculo. Sim, espetáculo, não é apenas um jogo. Os americanos conseguem transformar um simples evento esportivo em um show.

Tudo é extremamente planejado desde sua chegada ao estádio, o contato com o Stapless Center, o hino nacional, a entrada dos jogadores. Por isso que afirmo com todas as letras que o jogo de basquetebol em si é um adicional, um bonus.

Todavia, eu assisti nada menos que Kobe Bryant, um dos grandes da atualidade. Então, eu não poderia resumir assim a partida. O jogo começou meio monotono, a torcida não estava muito empolgada entra uma terça feira a noite, os Lakers não veem bem na temporada. E Los Angeles está tomada por uma onda de torcedores dos Clippers que acreditam no titulo da NBA dessa temporada. Como não sou um grande entendedor de basquete, deixo para os meus amigos amantes do esporte darem sua opinião mais detalhada.

Todavia, não posso deixar passar os 46 pontos em um única partida de Kobe Bryan, quebrando o record até então estabelecido na temporada. Kobe havia sido alvo de criticas durantes semanas, pois se o time vai mal o astro principal não pode ser poupado.

Voltando ao show. O telão do ginásio é gigantesco, e costuma fazer brincadeiras com o público, filmando algum casal para se beijar ou alguém para dançar. Confesso que me emocionei no hino americano, não por me sentir parte do país, mas , sobretudo, por ser naquele momento que minha ficha caiu sobre estar no Stapless Center

Tive que comprar a famosa mãozinha com número 1 dos Lakers, o preço foi oito dollars, pensei que seria pior.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

I left my heart in San Francisco




Existem alguns momentos em nossas vidas que nos deparamos com situações , pessoas ou lugares extraordinários. Paramos e refletimos sobre nossas vidas nesses momentos, e desejamos que esses durem para sempre. Lembro-me como ontem quando entrei pela primeira vez no Magic Kingdom. Lembro-me das lágrimas timidas que pediam uma permissão cautelosa para descer e minha pele de forma extravagante se arrepiando. Foi exatamente isso que senti durante esse final de semana em San Francisco.

Eu já havia escutado muitas histórias sobre a cidade, mas apenas vendo para crer, e já estive na posição de ler um relato realizado algumas vezes. Hoje, finalmente, é chegada a hora de falar sobre a cidades dos morros, a cidade do Golden Gate e uma das cidades mais frias da California.

Junto com dois brasileiros, um italiano e um francês alugamos um carro e seguimos para San Francisco. Foi uma experiência bastante interessante, pois dormimos no primeiro dia em hotel no meio da estrada depois de ter passado por Santa Mônica e jantado em um maravilhoso restaurante italiano em Santa Barbara. De longe a melhor refeição que fiz nos Estados Unidos, uma lagosta deliciosa.

Depois de seguirmos a maioria dos roteiros rápidos para turistas conhecemos boa parte da cidade. San Francisco é uma cidade fácil de se localizar com um simples mapa você consegue se deslocar do golden gate para o pier 39 sem maiores problemas, ou se for de desejo utilizar o transporte público que para mim é o melhor de toda california.

O ponto alto de nossa viagem foi a volta de bicicleta pelo Golden Gate, pegamos no pier 39 e cruzamos a ponte. Foi extramemente cansativo, estou um pouco fora de forma mas o vento também era absurdo em alguns lugares da ponte quase nos jogava fora da bicicleta. Mas enfim, foi um passeio maravilhoso que é repetido por muitos turistas o que o torna bastante seguro também.

San Francisco tem o charme de uma cidade média com a organização de uma cidade grande, muitos amigos disseram lembrar de New York lá pelas construções e etc. Mas na minha opinião nenhuma cidade se comparar a ela devido aos morros. Em algumas ruas tinhamos a sensação que poderiamos rolar morro abaixo de tão inclinado,todavia, é o que dá mais charme a cidade.

Se você for a San Francisco não deixe de passar no Palace de Fine Arts, o local dá foto, para os amantes de arquitetura clássica a parada é obrigatória.

Enfim, é impossivel definir em palavras San Francisco. Entretanto, a música interpretada por Tony Bennett chega muito mais perto que esse singelo post no meu blog:
The loveliness of Paris
Seems somehow sadly gay
The glory that was Rome
Is of another day
I've been terribly alone
And forgotten in Manhattan
I'm going home to my city by the bay.
I left my heart in San Francisco
High on a hill, it calls to me.
To be where little cable cars
Climb halfway to the stars!
The morning fog may chill the air
I don't care!
My love waits there in San Francisco
Above the blue and windy sea
When I come home to you, San Francisco,
Your golden sun will shine for me!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Um mês de viagem e as diferenças culturais


Hoje , dia 11 de Janeiro de 2011, faz exatamente um mês que cheguei a Whittier , Los Angeles. O tempo passou voando, em um piscara de olhos já completei um terço da minha viagem, mas ao mesmo tempo já realizei grandes sonhos como passar o natal na disney, conhecer Hollywood, e ontem mais ir a um jogo dos Lakers - em uma outra oportunidade irei escrever mais detalhadamente sobre isso.

Porque vou dedicar esse texto para falar um pouco sobre como é gratificante conhecer novas culturas, e novos pontos de vistas. Nesse um mês de viagem pude conviver com europeus, asiáticos, árabes e latinos. Pessoas das mais diferentes origens com realidades extremamente diversas. Alguns vivem sobre o regime de uma ditadura de socialismo de mercado como os chineses, outros em uma monarquia como os arabes da Arabia Saudita, outros sobre presidencialismo como os brasileiros e por fim alguns europeus sob o parlamentarismo.

Pude perceber que os pensamentos sobre as polêmicas globais são divergentes, as vezes precisamos parar de debater para não criar um grande conflito diplomático como quando um chinês foi questionado sobre a questão do Tibet ou quando perguntaram ao italiano a opinião sobre Berlusconi.

Viver um periodo com diferentes culturas é gratificante, você começa a quesitonar suas verdades universais. Talvez vestir branco no ano novo não seja tão importanto, talvez seu país não está tão mal quanto você pensa.

Cada dia que sentamos em frente a televisão e começamos a conversar sobre a assuntos aleatórios chegamos a conlusão mais aleatórias ainda. Diria até que chegamos a Sócrates: "Só sei que nada sei". Afinal, como bem definido por Einstein o tempo é relativo minha familia comemorou o natal e o ano novo muito antes de mim. Os chineses nem ao menos sabem o que é natal.

Aprendi muitas esse mês, mas a principal delas é que apesar de todas as diferenças pessoas são pessoas em todas as partes do mundo. Pessoas sentem medo, irritam-se, tem os mesmo problemas com os pais, sentem saudade de casa, orgulham-se de suas origens e etc.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Conhecendo Melhor Whittier College


Relendo meu blog percebi que cometi um grave erro e bastante comum neses diários de viagem. Esqueci de falar um pouco sobre a faculdade onde estou estudando. Então esse novo post será dedicado apenas sobre a Whittier College e a escola que está anexa à mesma, Kaplan.

Estou estudando na Kaplan que é uma grande companhia de cursos de inglês ao redor do mundo, não somente nos Estados Unidos. Eu escolhi Whittier por se tratar de uma cidade pequena em Los Angeles, que é o centro de toda california. Facilmente já consegui conhecer boa parte do coração americano. Claro que isso só foi possivel com um carro, mas não se preocupem o aluguel aqui é bem barato.

A Kaplan faz parte da Whittier College, que é universidade particular. Essa Universidade possui uma história muito rica, e eu até mesmo diria que a história da cidade se confunde com a da Universidade. Seu estudante mais famoso foi o ex presidente americano Richard Nixon, conhecido por sua renúncia no escândalo watergate e também por estreitar o dialogo com o bloco comunista, principalmente em relação a diminuição do armamento nuclear. Em termos de politica externa sua contribuição foi muito importante para atenuar os ânimos do mundo polarizado, mas internamente seu governo foi um desastre, e até hoje permanece como o único presidente americano que renunciou.

Saindo dessa contextualização histórica, volto a falar da Universidade. Ela possui um campus enorme com seis quadras de tenis, um ginásio fechado, academia, piscina, campo de baseball, de softball, de futebol americano ( às vezes convertido em campo de futebol americano), uma enorme cafeteria para as refeições dos estudantes e uma gigantesca biblioteca, entre outras coisas. E um amplo espaço verde onde podemos encontrar esquilos, coelhos etc.

É um campus muito bonito, bastante conservado. Nenhuma universidade brasileira ,nem mesmo particular, chega aos pés dessa. O curso mais reconhecido da Whittier College segundo alguns estudantes americanos que tive a oportunidade de conversar é o de Business (algo equivalente à Administração no Brasil). Mas é universidade com uma visão bastante voltada para artes e para os esportes. Andando pelo Campus é comum encontrar lugares com poesias, salvo o engano o fundador ou a pessoa que dá nome a faculdade foi um poeta americano. Os times da faculdade são chamados de "Poets" - os poetas. É comum encontrar camisetas com "FEAR THE POETS" - tenha medo dos poetas.

Como estudante da Kaplan eu tenho acesso a todas as facilidades do Campus como por exemplo jogar tenis como na foto desse post, ou até mesmo malhar.

Enfim, estou bastante feliz por essa escolha, talvez eu sinta falta um pouco da agitação das grandes cidades. Mas viver em um ambiente diferente é muito bom, a sensação de paz e segurança durante esses três meses é impagável.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Six Flags Magic Mountain - Melhor impossível


Esse post é para cumprir uma promessa sobre escrever sobre o Six Flags. Confesso que não tive tempo de visitar todos os brinquedos do parque porque é simplesmente impossivel. O parque é gigante, e as filas piores ainda. Por isso eu comprei o passe anual que me dá direito a visitar o parque todos os dias de 2012, não vou usar por completo, mas valia a pena pois estava em uma promoção do mesmo preço de um dia normal de parque.

Sem mais delongas o que falar sobre o Six Flags? Poderia falar que é um parque para quem gosta de adrenalina, quem gosta de montanhas russas etc. Mas quero ir além, pois o parque não é apenas para os amantes de montanhas russas, também possui suas atrações voltadas paras crianças e os personagens dos desenhos de super heroi e a turma do Pernalonga.

Eu conheci o Six Flags Magic Mountain, o parque próximo a Los Angeles. Um parque muito bonito, gigantesco, bem planejado, todavia, não para as filas. Elas são enormes e acabam de impedindo de conhecer todo o parque.

Apesar dos pesares se você estiver perto de um Six flags e gostar de parques de diversão, você tem a OBRIGAÇÃO de conhece-lo. As montanhas russas são de diversos tipos altas, rápidas, em pé, sentadas, que dão cambalhota , enfim , tem tudo. Em comparação a Orlando/ Tampa é de longe melhor que o Bush Gardens. Ou qualquer parque Disney ou Universal se você estiver na busca de adrenalina.

Ainda preciso andar em mais dois dos brinquedos principais para me sentir plenamente realizado, espero que você reserve mais de um dia para conhecer os Six Flags No final você verá que valeu muito a pena

Ah! Mais uma dica tome cuidado ao estacionar o carro , segue o video