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terça-feira, 19 de julho de 2011

Vôos, escalas, conexões – O desespero de uma viagem Internacional.

Quem inventou as conexões dos vôos internacionais? Sim, eu preciso dessa informação. Primeiro para parabenizar do ponto de vista empresarial, afinal foi uma idéia genial,encher os aviões com conexões de várias partes do mundo, todavia, só existe esse ponto como positivo. E segundo para agradecer ironicamente pelas horas em um aeroporto de uma cidade que não tinha a menor pretensão de visitar. Esse é um ponto muito mais do que negativo. Já não bastassem as horas dentro do avião, esse cidadão nos deu acréscimo de hora de viagens, pensando no bolso dele, jamais no conforto para os passageiros.

Essa semana estive na minha busca incessante pela minha passagem com destino à Los Angeles, local do meu intercâmbio. Visitei diversos sites das mais variadas companhias aéreas, consultei preços, os aviões os quais eu embarcaria. Obviamente, a margem de preço era bastante variada, não irei fazer propaganda de nenhuma companhia aérea, afinal não ganho para isso, (mas poderia ganhar, estou aberto a patrocínios para o meu site hehehe). Senão bastassem os preços diferentes; as facilidades oferecidas por uma e outra; os tipos de aeronave; corredor ou janela; deparei-me com a necessidade de escolher em qual lugar eu faria a maldita conexão.

Pela distância geográfica não existem vôos diretos para Califórnia, e foi a partir desse momento que o inferno começou. Discuti durante horas com meu pai se eu deveria fazer a conexão em Miami do outro lado dos Estados Unidos me adicionando assim mais algumas horas dentro do avião. Depois surgiu a sugestão de conexão em Dallas- aeroporto esse que eu já conhecia, pois havia feito uma conexão lá quando viajei para Orlando em 2006. E a opção mais barata que a cada dia mais se populariza: a conexão na cidade do Panamá. Nada contra o país e a cultura local, mas descer em um país que não domino o idioma, por uma companhia aérea com aviões não tão novos era uma opção pouco atraente.

Como sempre fui salvo pelos meus queridos amigos. Depois de postar meu desespero via facebook recebi dezenas de sugestões, e a que eu acatei foi a de fazer conexão em Houston. Ficarei duas horas e meia no aeroporto George Bush, mas em compensação de Houston para Los Angeles levarei apenas três horas de vôo. Preferi escolher a poltrona da janela, afinal poderei encostar a cabeça e dormir sem maiores problemas.

Então, fica ai minha sugestão a quem pretende ir para Califórnia e não tem a menor idéia por qual conexão começar a pesquisar. E tomem cuidado com o tempo de espera entre as conexõs, o ideal é que seja um tempo intermediário, nem muito nem pouco. Afinal, se o avião atrasar você tem quer ter tempo hábil para o deslocamento para a próxima aeronave. Em dezembro contarei a vocês se fiz uma boa escolha ou não.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Porque NÃO fazer Intercâmbio?



Porque fazer um intercâmbio? Talvez essa seja a pergunta mais recorrente feita a mim. No inicio eu demorava a responder, ficava meio sem graça, sem jeito. Sentia-me um pouco maluco, afinal de contas porque eu iria fazer um intercâmbio? Afinal, eu vivo em um dos países mais bonitos do mundo, em uma cidade cuja alcunha principal é maravilhosa. Um país que está na linda e mais animadora estação durante o ano inteiro: o verão. Teria eu menos orgulho de ser brasileiro, por isso a necessidade de viver em terras além mar? Bem, acho que não, apesar de muitas vezes criticar os conhecidos problemas do Brasil, não me imagino sem o futebol, sem o majestoso Maracanã, sem a praia de Ipanema, da garota que vem e que passa com seu doce balanço a caminho do mar.

No inicio sempre respondia com a tradicional resposta de todo intercambista: “Será bom para o meu currículo”. Nossa! Que resposta vaga e sem sentido, resumir a experiência de viver em outro país à uma linha em seu currículo. Não, definitivamente, essa nunca foi e nunca será uma boa resposta. Nem ao menos chegava perto. Lembro-me que depois dessas perguntas eu ficava durante o resto do dia refletindo o motivo dessa aventura, e foi em uma dessas reflexões que decidi escrever esse blog. Mas os motivos para escrever um blog sobre minha viagem terão seu espaço devidamente reconhecido em outra postagem, voltemos ao assunto inicial.

Certa vez no meu curso de inglês fiz essa mesma pergunta a minha professora: “Porque fazer um Intercâmbio?” A resposta dela foi uma das coisas mais incríveis que já escutei em minha vida, certamente aquela era a resposta que eu deveria utilizar a partir daquele momento. Ela simplesmente respondeu com outra pergunta : “Pedro, porque você não deveria fazer um intercâmbio?” Foi um momento de catarse digno de livros de Clarice Lispector.

Apesar da saudade, se você realmente possuir condições de estudar fora , não existem motivos para não fazê-lo. Conhecer um novo país; aprender ou aprimorar um idioma; conhecer a cultura local, e a cultura de dezena de outros países trazidas na bagagem de outros intercambistas, e claro transmitir a sua própria cultura; conquistar independência, aprendendo a se virar sozinho; ganhar aquela linha extra no seu currículo; conhecer os principais cartões-postais do mundo; fazer compras sem os impostos imorais brasileiros. Enfim, os motivos de se fazer um intercâmbio são tantos, que cada qual mereceria um próprio texto. E me atrevo a dizer que poderia ser injusto esquecendo-me de citar tanto outros. Portanto, como não sou pessoa de cometer injustiças, hoje em dia apenas respondo com a aquela pergunta feita pela minha linda professora: “Porque não fazê-lo?” E deixo aqueles que perguntaram de queixos caídos, sem resposta, pois aquela tentativa maliciosa de reduzir esse momento mágico fora desconstruída.