sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz 2012! Happy New Year!


Bem, hoje dia 30 de Dezembro de 2011. Gostaria de agradecer a Deus por esse ano. Com certeza foi um dos melhores anos da minha vida. Depois de um 2010 tenebroso consegui dar a volta por cima, e realizar muitos sonhos com ajuda dos meus pais, familiares e amigos. Apenas meus pais sabem o quanto o vestibular foi dificil e estressante pra mim e o quanto é gratificante estudar Direito hoje na UERJ. E ver do meu esforço reconhecido. Nesse ano também vi um dos meus únicos amores dar a volta por cima, e ser campeão depois de 8 anos de desmandos e descasos. Em 2011 iniciei meu primeiro intercambio, realizando mais um sonho na minha vida. Conheci lugares nos Estados Unidos que jamais pensaria que um dia poderia conhecer, e tenho certeza que essa jornada continuará gratificante em 2012. Em 2011 me apaixonei, sim, pela vida. Pelos meus sonhos e pelo meu futuro. Quando constatei que estava preste a realizar quase na totalidade meus sonhos de criança, percebi que era hora de voltar a sonhar. Pois não existe coisa maior na vida do que os sonhos. Se escrevo de Whittier hoje é porque um dia sonhei conhecer os Estados Unidos. Espero que o ano de 2012 seja tão bom quanto o de 2011, confesso que dificilmente será melhor, afinal muitas coisas marcantes aconteceram na minha vida nesse pequeno periodo de 365. Conheci pessoas que guardarei em meu coração para toda vida, mantive contatos com velhos amigos e especiais - pessoas essas que eu esperava estar muito mais distante esse ano, agradeço a todos eles por não estarem. Infelizmente, nem tudo é perfeito sinto falta do Maria Raythe e de algumas pessoas que marcaram minha vida e hoje estão tão distantes. Algumas dessas me ajudaram a formar o homem que eu sou. Mas saudade não é tristeza, é a alegria por ter vivido algo tão bonito. Desejo a todos meus amigos apenas uma coisa no ano de 2012 e todos que vierem a frente: SONHEM! Pois apenas que sonha consegue acreditar, não vivam na mediocridade de aceitar sua realidade como ela é, vocês podem mais, muito mais. Podem transformar suas vidas em um piscar de olhos, basta acreditar e fazer onde. Li muito isso em livros de auto ajuda, mas nunca levei a sério, hoje termino um ano como uma pessoas realizada, ciente de todos seus defeitos e também de suas qualidades. Ciente também que tem outros sonhos e que precisa correr atrás desses a partir de agora para conseguir concretiza-los. Um grande beijo e um fraternal abraço. FELIZ 2012!Onde quer que você esteja no mundo.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Clássico I - Orlando x California - Parques Temáticos



Orlando x California - Parques temáticos

Bem, esse post na verdade é apenas uma opinião minha, pois já estive em ambos os lugares, e agora posso notar as diferenças entre eles. Obivamente, muita coisa mudou desde minha ida a Orlando há cinco anos, mas pelo que acompanhei de amigos que foram depois tirando algumas novas atralções a essência permanece a mesma.

Primeiramente, gostaria de deixar bastante claro que Orlando é gigantescamente maior do que a California, o complexo Disney da California tem apenas dois parques. Acredito que se for possível você deve conhecer os dois, afinal apesar de ser menor a magia da disney é a mesma. Não iimporta que o castelo do Magic Kingdom tenha o dobro da altura(ou até mais), meu primeiro conselho seria que se você tem a oportunidade vá primeiro a California e depois a Orlando, assim você conseguirá curtir muito mais os parques daqui e quando chegar a Orlando se maravilhar com a diferença e se reencantar com o Disney seja com o castelo ou os outros parques.

Muitas atrações são as mesmas ou são bastantes parecidas.Quando avistei a splash mountain senti que o tempo voltando, meus treze anos recuperados. Portanto, talvez se você for a California pode deixar para o final algumas atrações de Orlando, ganhando assim mais tempo para ver as outras que não são tão parecidas.

Eu realizei um sonho que foi passar a vespera de natal na Disney, foi um momento mágico e emocionante. Depois dessa experiência fico me perguntando como deve ser passar o Natal no Magic Kingodm. E saberei um dia, essa é minha promessa. Além de completar os parques disney conhecendo Paris e Tóquio, ainda voltarei para Orlando para passar o Natal e depois pegar um avião para Nova Iorque para passar o ano novo.

Eu ainda não conheci o segundo parque da Disney na California, mas pelo o que eu ouvi falar ele junta as principais atrações mais "radicais" de Orlando em um parque,como por exemplo o famoso elevador do MGM, The Hollywood Tower.

Depois de feitas as considerações sobre a Disney, apague tudo o que fui dito anteriormente sobre as diferenças porque agora falarei sobre a Universal Studio.Como todos sabem em Orlando a Universal Studios possui dois parques, o da Universal propriamente dito que mostrar os efeitos especiais e etc. E um parque com atrações mais radicais como a montanha russa do Hulk, e senão me engano agora possui também o mundo mágico de Harry Potter, infelizmente, pois sou fã da série, ainda não conheci
essa atração, mas irei conhecer futuramente. Enfim, deixemos de lado o segundo parque da Universal e falemos apenas sobre o Universal Studios. O parque da california é gigantesco, tem dois niveis. Sendo o primeiro com a maioria das atrações, e a parte de baixo onde estão os studios de gravção dos filmes e seriados com a atração do Jurassic Park e da Mumia. Eu não sei o que mudou desde de 2006, mas a minha impressão das atrações citadas é que elas são melhores aqui na California. Enfim, outra atração que ninguém pode deixar de ir é a "montanha russa" dos Simpsons, que também existe no outro parque da Universal em Orlando.

Mas tirando essas atrações o mais importante para mim foi o tour pelos estudios. É um oportunidade única de conhecer onde os filmes são gravados, eu por exemplo pude conhecer o cenário de desperate housewives, um seriado bastante famoso, que confesso nunca ter assistido. Esse tour não ocorre em Orlando por motivos óbvios, os estudios são aqui em Hollywood.

Então, portanto se você tem apenas a oportunidade de conhecer uma Universal Studios -independetemente da Disney, se por exemplo você já a conhece ma snão conhece a Universal Studios - venha para California, é uma expriência maginifica.

Final de Jogo

Orlando 1 x 1 California

Gols
OrlandO: Complexo Disney
California: Universal Studios.

Juiz da Partida: Pedro Henrique Moreira

Ainda irei visitar o Disney California Adventure e o Six Flags, logo depois deixarei minhas impressões aqui.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Segunda semana bastante ocupada





Faz tempo que não escrevo aqui alguns familiares já reclamaram. Então, essa semana foi uma semana bastante corrida, tive bastante trabalhos pra fazer e finalmente fui conhecendo melhor os arredores de Whittier.

Na segunda feira fui convidado pelo diretor da escola a ir assistir em um bar um jogo de futebol americano do time dele, San Francisco, foi como estar em filme. Uma experiência explendida , ver os americanos torcendo, entender um pouco melhor o jogo. E muita conversa sobre as diferenças culturais no esporte. Foi um dia gratificante, fiz um video que está no youtube para quem quiser assistir.


Na terça feira eu fui a Hollywood, logo depois da aula. Foi uma passagem muito rápida mas que deu para tirar bastante fotos e também para conhecer o famoso Madame Tussauds , o museu de cera de Hollywood. Tirei dezenas de fotos, a maioria está agora no meu facebook. É um lugar maravilhoso, que me proporcionou grandes risadas. Como disse antes tinha pouco tempo para pegar o onibus de volta, e acabei o perdendo. Ficamos ligeiramente perdidos em downtown L.A, mas no final de tudo pegamos um onibus pra uma cidade mais próxima e depois rachamos um táxi. Não saiu muito caro.

Já na quarta feira fui com meus amigos para um jogo da liga americana universitária de basquete, acho que terceira divisão. O time da faculdade ganhou o jogo. E foi mais uma experiência única. Pela primeira vez entrei no ginásio da universidade e é algo de outro mundo, novamente como se estivesse em um filme. Fiz um video fazendo uma reflexão sobre as diferenças entre i investimento do esporte no Brasil e nos Estados Unidos, ou seja, chovi no molhado. Mas mesmo assim ainda fico impressionado com a estrutura que as universidade possuem, sendo particulares ou não a diferença para o Brasil é absurda. Mas a questão também é cultura , a cidade acompanha os jogos e incentiva o esporte. Naquele jogo o ginásio estava meio vazio devido as férias na faculdade para os feriados de final de ano. Mas mesmo assim conheci duas americanas muito simpáticas que estudam na Whittier College, e que ficaram de me mostrar o lugar e de me apresentar os seus amigos em janeiro, quando elas voltam das férias.

Quinta feira o dia foi dedicado a uma prática bem conhecida no Brasil, um jogo de boliche com amigos. Jogamos duas partidas e me diverti muito com a reação dos chineses a cada strike, parecia que era final de copa do mundo. A única diferença gritante para o Brasil é o preço de uma partida, aqui paga-se por pessoa apenas 5 dollares por partida. Ou seja, muito barato acho que voltarei lá mais vezes, afinal adoro boliche. Como de costume ganhei - a segunda partida só, porque estava me adaptando a pista haahah

Hoje tive que fazer minha apresentção sobre Steve Jobs na escola, acredito que fui bem. Recebi uma boa nota e os tradicionais comentários em relação a pronuncia e a velocidade da minha fala, mas essa é só minha segunda semana aqui. Estou bastante feliz com meu inglês.

Enfim, por hoje é só!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Friendship, amicizia, Freundschaft, дружба , 우정 = Amizade!


Não importa onde você esteja ou se você domina ou não o idioma, você sempre irá encontrar pessoas para compartilhar suas experiências. Pessoas que te farão rir, chorar, emocionar-se, irritar-se etc. Nessa semana vivi e aprendi muitas coisas com pessoas fantásticas das mais diferentes origens. Aprendi que a imigração dos Estados Unidos é tranquila, a não ser se você for Árabe. Meu amigo Fahad teve que tirar todas as suas roupas , uma situação constrangedora. Infezlimente a guerra contra o terror iniciada por Bush após os atentados terroristas de 11 de setembro continua causando estragos, criando preconceitos e esteriótipos sobre as pessoas.

Felizmente nem todos os esteriótipos são ruins. Afinal, sempre ouvir dize que italianos são pessoas extremamente divertadas e são uma ótima companhia para se viajar. Isso não poderia estar mais certo. Nunca pensei que encontraria na minha vida uma coreano, uma russa, duas alemães,enfim, o efeito intercâmbio ainda me deixa fascinado. Independente da sua nacionalidade você pode fazer muitos amigos- e bons, diga-se de passagem, estou muito feliz por poder compartilhar essa minha experiência com eles. As fotos marcarão para sempre esses momentos e tenho certeza de quando eu estiver bem mais velho me lembrarei desses momentos dentro do Starburcks tentando bolar um texto legal para o meu blog. Nem sempre consigo, mas o importante é que por aqui estou conseguindo me aproximar dos meus amigos do Brasil e de minha familia. Espero que leiam e se divirtam sempre com minhas histórias, e lembrem-se que o tempo passa rápido em breve estarei de volta para matar a saudades de todos.

Não importa seu idioma, seu sotaque, o local onde está. AMIZADE SERÁ SEMPRE O MAIOR DE TODOS OS SENTIMENTOS! Afinal, como diz a velha frase: "Amigos são a família que escolhemos"

"Quero chorar o seu choro
Quero sorrir seu sorriso
Valeu por você existir amigo
Quero chorar o seu choro
Quero sorrir seu sorriso
Valeu por você existir amigo (A amizade - Fundo de Quintal)"

See you, Guys

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Se você pode sonhar, você pode realizar...


*(Se você pode sonhar, você pode concretizar. Sempre se lembre que tudo começou com um sonho e um rato - Walt Disney)


O espirito do natal é contagiante. Não há nada melhor do que decorar a sua casa, comprar presentes, ouvir algumas vezes as musicais tradicionais da época- algumas vezes, afinal ouvir todo dia a mesma música no mercado se torna insuportável e acreditem todas as culturas possuem suas próprias musicais insuportáveis, não seria diferente com a cultura americana.

Estou quase completando uma semana nos Estados Unidos e uma das coisas que mais tem me chamado a atenção é a tradição americana nessa época. Não sei se o inverno torna as coisas mais bonitas, ou se estou vivenciando tudo que vi em filmes por isso admiração mas o fato é que os americanos comemoram o natal de uma forma diferente, uma forma apaixonada, que inspira admiração e vontade de fazer parte disso. Eles vivem o natal durante o mês de Dezembro e perpetuam tradições como o cartão de consumo em uma loja - cafeteria, supermercado etc - de presente. Os corais que esbarramos nas ruas, as lojas tocando as músicas natalinas(como acontece no Brasil). Mas a tradição do papai noel aqui é muito mais forte, os pais por exemplo colocam biscoitos e leites para o bom velhinho. Todas as casas possuem meias com presentes a serem abertos no tão esperado dia.

Hoje na escola todas as turmas prepararam uma pequena apresentação para celebrar o espirito de natal. Confesso que fazia muito tempo que me divertia tanto e sentia tanta alegria por essa época do natal. No Brasil tendemos a pensar que quando envelhecemos nosso coração endurece um pouco, e que talvez sejamos muito velhos para encarnar o espirito natalino. Obviamente que continuamos com as tradições de reunir a familia, mas esses poucos dias que estive aqui pude relembrar como é ser criança, e não importa o quanto pareça impossível seu sonho ele poderá se tornar a realidade. Quando pensei pela primeira vez em um intercâmbio não fazia a menor ideia que um dia poderia concretiza-lo . Era apenas um sonho distante, mas graças a minha familia e um pouco de esforço pessoal estou aqui. Aqui relembrando meus sonhos, projetando o que virá depois, vivenciando o espirito de natal. E com certeza sentido falta a falta de todos vocês no Brasil. Por isso eu deixo uma das músicas apresentadas hoje pelas turmas:

"I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need
I don't care about the presents
Underneath the Christmas tree

I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas
Is you (Mariah Carey - All I Want For Christmas Is You)"

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O intercambio , finalmente, comecou!



Escrevo meu segundo post com muito mais alegria e com a certeza que meu sonho finalmente comecou. As dificuldades iniciais aos poucos estao passando, e as boas amizades surgindo. Meu ciclo de amizade hoje inclui dois brasileiros,duas alemas, uma argentina, dois colombianos, tres arabes e um italiano. Sem contar as dezenas de chineses. Estao por toda a parte. Tinha me esquecido de um garoto e uma garota de Tawain e alguns japoneses.

Devo me mudar para os dormitorios da escola no sabado, para um quarto sozinho. E tambem sera sabado que conhecerei a Universal Studios de Los Angeles. Sera meu primeiro passeio com meus amigos, devemos rachar o aluguel de um carro que e bastante barato aqui.

Eu fiz um numero de celular americano, tambem e bastante barato, e pososo ligar para o Brasil, sem precisar do radio do nextel..

A foto e do meu segundo dia, eu estava congelando. A temperatura melhorou bastante nesses dias. Graca a deus.

A cidade esta toda focada no natal, estou admirado com a oportunidade de estar aqui. A comemoracao e linda, cheia de tradicoes diferentes do Brasil. E as musicas nao saem da cabeca .

Enfim, estou maravilhado . Estamos planejando viajar na semana do natal,ainda nao sabemos o destino. Mas algumas opcoes apareceram como San Diego e San Francisco.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Primeiras mas e boas impressoes




Primeiramente, gostaria de me desculpar com os erros de portugues nesse post. Estou com notebook emprestado do dono da casa. Acentuacao r um grande problema como .

Feita a ressalva, escrevo mais calmo prevendo a compreensao de todos. Bem, o que falar sobre a viagem nesses dois primeiros dias? Como eu ja sabia nem tudo ocorreu como o planejado, tive meu primeiro momento de tensao com o atraso do meu voo internacional. cheguei quase meia hora atrasado em Houstou, o que me deu 50 minutos exatos para passar pela enorme fila da imigracao, e correr para achar minha conexao. Como a sorte nem sempre esta do nosso lado, por uma ironia do destino meu voo era simplesmente no outro lado do enorme aeroporto George Bush. Depois de despachar a mala novamente corri o aeroporto inteiro, sempre prestando atencao nas telas. Eu tinha pouco menos de 15 minutos, o desespero bateu. Mas felizmente consegui, escrevo hoje de Whittier,Los Angeles.

Bem, como voces sabem a separacao de cidade, estado, bairro, e bastante diferente. Whittier e considerada uma cidade, masa para os moradores do rio poderia ser considerada como um Bairro, a mesma distancia por exemplo do Galeao para a Barra, ou ate menos.

Whittier e uma cidade bem pacata, com casas , lojas, cafeterias, livrarias e ate mesmo cinemas ao ar livre. A maioria dos seus habitantes sao descendentes de latinos. Ou sao estudantes da Whittier College, onde fica a Kaplan a escola onde estou fazendo meu intercambio.

Hoje tive meu primeiro dia, fiz um teste chatissimo de quase 150 questoes, com direito a listening demorados. Peguei o resultado do segundo maior level, a diretora disse que apenas minha gramatica impediu minha alocacao na turma avancada. Mas eu confesso que do meio para o final eu ja estava sem paciencia para o teste, talvez eu deveria ter mais atencao em algumas questoes. Todavia, o que importa e que estou a exatos 2 dias convivendo com ingles e sem maiores traumas. Consegui me achar no aeroporto, faco compras com frequencia, e tirando um problema ou outro de pronuncia, sinto-me bem com o idioma.

Confesso que minha adaptacao esta sendo um pouco dificil em relacao a casa que estou. Os outros estudantes com quem divido a homestay falam chines entre si. Isso me deixa um pouco deslocado e irritado com a falta de educacao. Alem do fato que eles sao muito limpo, o banheiro esta de dar nojo. Talvez em breve eu consiga a mudanca para o dormitorio da faculdade que e excelente.

Robert , o dono da casa, e uma pessoa maravilhosa. Emprestou-me o computador e disse que me levaria na best buy para que eu pudesse comprar o meu. O que eu quero dizer e que a mudanca nao e provocada pela homestay em si, mas sim pela as pessoas que eu tenho que conviver, independente do pais de origem e cultura, educacao se leva de berco. Nos sabemos disso no Brasil e em qualquer lugar do mundo. Sinceramente gostaria muito de ter a oportunidade de ficar em uma homestay de outra forma, como alguns amigos ficaram, como apenas eles de estudantes,mas enfim, a males que vem para o bem.

Afinal quem me apresentou o dormitorio foi uma nova amiga, uma garota alema. Extremamente simpatica e prestativa, esta aqui desde de setembro sabe como e dificil esse fase de adaptacao. Hoje conheci por ela dois colombianos, muito legais tambem. Graca a deus estou saindo de China Town.

E , bem, so pra finalizar a introducao do intercambio, estou congelado. Hoje choveu e pelo amor de deus como faz frio aqui. Tive que comprar gorro e cachecol, e claro um chocolate quente no Starbucks . Congelando, mas com classe , senhores.


Ps: quando puder consertarei os erros, e sobre a foto preciso mudar a data da camera rs Foi tirada na verdade dia 11/12/2011.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Primeiros detalhes fazendo a diferença.


Em 10 de julho em um dos meus primeiros textos escrevi: “Ou seja, nem tudo será perfeito quando chegar ao local planejado para viagem. E serão esses pequenos detalhes que farão a diferença, os pequenos problemas que te tirariam do sério se fossem previstos farão a diferença. (...) Viva os pequenos detalhes que fizeram a diferença. Escrevo hoje sem saber quais serão esses detalhes.” Nunca algo que havia escrito fez tanto sentido quanto fez hoje para mim. Na quarta feira recebi a informações da minha “host family”, a casa onde eu iria ficar. Seria um casal sem filhos de meia idade, com uma distância de trinta minutos do campus onde vou estudar. Mandei um email para eles me apresentando, enfim para confirmar se tudo estava certo. O email não foi respondido, e no dia seguinte fiquei na procura frenética pelo DDD da cidade. Não encontrei. Hoje, véspera da viagem,liguei para Telemar e finalmente consegui o DDD de Whittier - 00XX1562. Com muita ansiedade liguei para a família, pois não sabia se meu inglês seria compreendido mas tive que arriscar. Tive duas surpresas, vamos primeiro para a boa: meu inglês é melhor do que eu imaginava, e a moça me compreendeu muito bem. A segunda surpresa, essa sim desagradável: Ela não fazia menor idéia de que eu estaria viajando domingo para ficar em sua casa, apesar de conhecer o curso e já ter participado dessa atividade. Ela me aconselhou ligar para escola.

Desliguei o telefone meio atoardo, e não acreditando no que tinha escutado, só podia ser brincadeira. Enfim, peguei meu telefone e liguei para escola, novamente a comunicação fluiu de maneira satisfatória. A moça pediu desculpas pelo erro, disse que iriam checar as informações. Depois pediu meu email para contato. Foi nesse momento que começou a minha “via crucis”. Bem, como explicar o que seria o traço entre “Pedro-henrique-moreira” em inglês? Fiz meu primeiro malabarismo lingüístico, quando estava quase finalizando, a ligação caiu.

Desespero novamente. Redisquei. Fui atendido pela mesma moça, e pedi para que fizéssemos o inverso que ela falasse o email dela, assim eu enviaria uma mensagem e ela me responderia. Depois de alguns minutos de SOLETRANDO, ao estilo Caldeirão do Huck, consegui mandar o email para ela, e receber as informações corretas sobre onde iria ficar.

É nesse momento que aquele texto antigo volta à tona. O grande erro de endereço foi sadio, acabei alocado para uma “host family” a 5 minutos do campus. E o senhor que irá me receber foi extremamente prestativo e caloroso na ligação, deu-me muitas informações uteis e disse que esperava que eu aproveitasse a estadia. O detalhe não esperado de erro da família se tornou em um grande benefício para mim. Não precisarei mais pegar transporte e perder muito tempo no deslocamento.E ainda por cima terei internet na casa. Que fique o conselho ligue para sua família antes de viajar, erros podem acontecer. E acima de tudo aceite tudo de bom humor, as coisas podem melhorar quando você menos espera.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Malas prontas, chegou a hora de dizer: "Até Logo, Brasil!"



Depois do visto concedido e recebido em casa chegou a hora de fazer as malas. Há quem considere o momento mais chato do pré embarque. Não compactuo desse exagero, afinal enfrentar filas na policia federal e no consulado americano foram momentos igualmente irritantes, e consumiram muito mais tempo do que o “simples” ato de separação de pertences

Bem, como sou carioca acostumado com temperaturas em média de 20 graus no inferno, e horrendos 40 graus(ou até mesmo mais) no verão tive que comprar muitas roupas de frio para viagem. Los Angeles não está entre os top dez lugares mais frios dos Estados Unidos, mas certamente estará muito mais frio do que estou habituado- em média 10 graus no inferno. Depois do meu banho de loja chegou o momento de “empacotar” tudo na mala. Dobra aqui, ajeita ali, chega para lá. Quantas camisas levar? Calças? Roupas íntimas? Momentos de “estou levando roupa demais”, seguidos de esvaziamento da mala. Posteriormente arrependimento “nossa, vou ficar três meses, tem pouca roupa” seguido de corrida para o armário em busca de algum objeto de qual nutro algum carinho especial e que não conseguiria viver sem – natural exagero. Sugiro a quem deseja fazer um intercâmbio que prepare uma mala para vinte dias de viagens, afinal roupas serão lavadas etc. Não precisamos levar nosso guarda roupa inteiro, até porque pagaríamos uma nota em excesso de bagagem.

Ao término dessa odisseia posiciono lentamente minha camisa do Vasco e a bandeira do Brasil sobre todos os meus pertences, como se tivesse pedindo uma benção aos dois símbolos das minhas origens. Além de estudante em Los Angeles serei um porta-voz da cultura brasileira, não receberei o salário de um diplomata, mas através do choque cultural apresentarei aos americanos e aos demais estudantes um pouco do Brasil. Sinto-me lisonjeado de possuir tal honraria, não fui nomeado por ninguém. Todavia, aceito a missão com maior satisfação e prazer do mundo.

Malas prontas, chegou a hora de dizer: "Até Logo, Brasil!"

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

E, finalmente, chega o dia do Visto.



Chegado o temido dia, hora de tirar o visto de estudante para os Estados Unidos. A burocracia para se tirar um visto é absurda. São pedidos todos os tipos de documento desde imposto de renda, até a uma carta da escola que estudarei. Enfim, os meses pré entrevista foram de uma correria desumana tanto do meu pai quanto minha para conseguir todos os documentos necessários e não correr o risco de receber “VISTO NEGADO”. E sem falar no inferno que foi preencher o formulário online que toda hora caía e não aceitava de forma alguma minha foto.



Eram dez e meia da manhã, a fila fora do Consulado já era perceptível. Dezenas de pessoas das mais diversas profissões e origens. Todas com suas próprias expectativas de viagem e interesses. Alguns estudantes na fila, um sargento fardado do exército brasileiro, uma senhorinha que viajaria pela primeira vez de avião para Nova Iorque sendo bancada pela filha. Enfim, pessoas diferentes mas com semblantes parecidos, a tensão tomava conta da fila ao meio da orientação das pessoas do consulado na separação do passaporte e dos documentos mais importantes. Nesse clima de tensão, o Sargento teve a noticia que havia esquecido um documento, pensando estar em seu quartel aumentou seu tom de voz com a menina que estava ali somente pra ajudar.

Despeço-me do meu pai, a entrada sozinha é obrigatória para maiores de dezoito anos. E, finalmente, entro no consulado. Passo pelo detector de metais e minha pasta com os documentos pelo Raio X. Felizmente nada perigoso entre meus pertences, sigo meu caminho para buscar minha senha. Número 603. Havia pelo menos umas cinqüentas pessoas na minha frente, a tensão permaneceria por alguns instantes. Abro meu livro de José de Alencar, folheio algumas páginas, não consigo me concentrar. Pego o folheto distribuído e vejo meus direitos como “não-imigrante”. Na teoria serei magicamente bem recebido em Los Angeles. Penso por um instante nos milhares de brasileiros que possuem problemas com o governo norte americano. O suor escorre pelo meu rosto, não pela refrigeração. Confesso que o ambiente estava bem climatizado, mas a tensão continua. Pego novamente meu livro do romântico José de Alencar. Para que tantos advérbios e adjetivos? Eu já havia entendido que Aurélia era uma moça muito rica, a obra prima não são os milhares de detalhes explicados detalhadamente (perdoe a redundância, ainda estou no espírito romântico), mas, sobretudo, a história.

SENHAS: 607 591 603 600 598

E de súbito escuto meu número ser chamado, volto a realidade. Esqueço-me totalmente da triste sina de Aurélia na escolha de seu pretendente e volto para a tensão. Sou conduzido para uma nova sala junto com seiscentos e sete, quinhentos e noventa e um, seiscentos e quinhentos e noventa e oito. Meus amigos sem nomes, numerados mas que vivem a mesma cena de tensão da entrada. Nossas digitais são retiradas. Nesse momento sorrio com a pronuncia da palavra " direita" da senhora do consulado, e sou conduzido para mais uma nova fila, a das entrevistas.

Esse é o momento onde você começa suar como tivesse jogada uma partida de futebol inteira com prorrogação. Sua perna treme. Você começa a escutar a perguntas dos entrevistadores através do vidro com o microfone para as outras pessoas – sim não há privacidade, todos sabem para onde você vai e o que vai fazer. As perguntas feitas a outras pessoas são sendo respondidas mentalmente com suas informações. E chegada a hora, o dialogo é rápido, mas a duração é quase eterna:


Oficial: Seu nome é Pedro Henrique, correto? (ênfase no sotaque da pronúncia de Henrique)
Eu: Sim
Oficial: Vai viajar para onde?
E: Califórnia
O: Turismo ou trabalho?
E: Nenhum dos dois, senhor. Estudo
O: Bem.... Você estuda no Brasil? Mora onde?
E: Faço Direito na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, senhor. E moro na Tijuca,bairro aqui do Rio

(breve pausa, ele digita alguma coisa, fica olhando alguns segundos para tela a sua frente)

O:Seu pai pagará seus estudos?
E: Sim, exato.
O: Quanto tempo de viagem?
E: 3 meses
O: Desculpe-me, quanto tempo?
E: 3 meses , three months, sir
O: Ah sim, desculpe-me novamente. Bem, seu visto já está concedido, vá pagar o sedex. Boa Viagem

Aquele momento mágico no qual você finalmente confirma que irá viajar, e que tudo deu certo. Confesso que sai do Consulado meio zonzo,meio atoardo ainda com medo de ser negado. Ainda tive que ouvir do lado de fora as reclamações do Sargento que havia gritado com a menina que teve o visto para sua inteira negado. Isso me fez lembrar os avisos do meu pai: “Pedro, a conduta dentro e fora do Consulado contam muito” Realmente, ele estava certo. Fico com pena da família dele, mas acho que ele poderia ter sido mais cortês com a moça que o tentava ajudar. O estudante e a senhorinha também tiveram os vistos concedidos, fiquei feliz por eles também. Ainda meio alto, fiz meu pai ir nos correios pagar a taxa do sedex para mim. Estava sem pernas e sem raciocínio para fazê-lo. Em breve, receberei meu passaporte com meu visto em casa, e a partir daí é só arrumar as malas. E como diria Lulu Santos:

Garota , eu vou para Califórnia

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Um poema é o que acontece quando uma ansiedade encontra uma técnica.


(Minha coisa favorita é ir onde eu nunca estive - Diane Arbus)

Certa vez um poeta disse que “Um poema é o que acontece quando uma ansiedade encontra uma técnica”, tendo em vista que não tenho técnica ficaremos sem o poema. Mas não sem um texto para marcar o dia de hoje. Falta exatamente um mês para o meu intercâmbio.

Hoje foi um dia atípico, não tive aula devido ao ponto facultativo estadual. Entretanto, eu passei o dia inteiro estudando pois minhas provas estão chegando , ou seja, sem muito tempo pra pensar no meu intercambio. Todavia, ao final da noite olhei meu calendário e notei o óbvio, e por isso não podia deixar essa data passar em branco. Muitas coisas passaram na minha cabeça. Desde minha primeira viagem de avião a Portugal, quando no alto da minha curiosidade infantil questionei meu pai sobre o significado dos pingentes de bandeira no terno do comissário de bordo. A resposta foi simples, mas foi marcante: “São todos os idiomas que ele fala, filho, ele é um poliglota.” Eu não sabia que uma pessoa poderia falar tantos idiomas, não sei dizer se minha memória me engana mas tenho quase certeza que eram quase mais de dez bandeiras. Eu fiz uma promessa desde então: “Pai, eu vou ser um poliglota.” Bem, confesso que até hoje só falo inglês e português, arranho a leitura de espanhol, estou bastante longe daquele objetivo daquela criança de quatro anos de idade. No entanto, eu sei que minha paixão do inglês nasceu dali, e meu pai ri até hoje quando lembra essa história.

A vida certamente é feita de sonhos, e partir daquele momento meu sonho não era apenas falar mais de um idioma, era conhecer o mundo. Minha paixão por viajar, por estar onde nunca estive se iniciou naquela viagem a Portugal. Confesso que lembro pouco, ou quase nada, daquela viagem. Eu era muito pequeno, mais alguns "flashes" ainda passam pela minha mente, e se hoje faço direito visando a área internacional foi devido aquela viagem tenho certeza disso

Meu intercambio marcará minha vida, viverei imerso em um idioma que não tenho o domínio, e isso faltando um mês para viagem somado a ansiedade começa a provocar medo em mim. Não um medo ruim, mas um medo motivador daqueles que um jogador de futebol sente ao entrar em campo antes da grande decisão. O medo daqueles que por tantos anos sonharam e até mesmo duvidaram que seria possível concretizar seus desejos. Estou prestes a realizar um sonho. E como um bom brasileiro que sou não poderia terminar esse post de outra forma que não fosse samba:


“Sonhar não custa nada
O meu sonho é tão real
Mergulhei nessa magia
Era tudo que eu queria
Para ese carnaval
Deixe a sua mente vagar
Não custa nada sonhar
Viajar nos braços do infinito
Onde tudo é mais bonito
Nesse mundo de ilusão
Transformar o sonho em realidade
E sonhar com a mocidade
E sonhar com o pé no chão” (Mocidade Independente de Padre Miguel - Sonhar não custa nada!)

"Existem duas coisas que impedem uma pessoa de realizar os seus sonhos: achar que eles são impossíveis, ou, através de uma súbita virada na roda do destino, vê-los transformarem-se em algo possível quando menos se espera.Pois neste momento surge o medo de um caminho que não se sabe onde vai dar, de uma vida com desafios desconhecidos, da possibilidade que as coisas com que estamos acostumados desapareçam para sempre.As pessoas querem mudar tudo, e ao mesmo tempo desejam que tudo continue igual.Muitas vezes acostumamos com a derrota, e qualquer chance de vitória torna-se um fardo pesado demais para carregar ou somos covardes demais para mudar o destino." (Paulo Coelho)



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Dream of Californication...

Semana de Rock In Rio, a cidade simplesmente parou! Esse evento consegue mobilizar não apenas o Rio, não somente o Brasil, mas como o mundo inteiro. E eu estava lá! Sábado, dia 24 de Setembro de 2011, show do Red Hot Chili Peppers. E o que isso tem a ver com meu Intercambio? Tudo. Aquela banda californiana que move milhares de fãs ao redor do mundo e mesmo assim consegue ser critica com as suas próprias origens. Quando eles tocaram ao vivo “Californication”, meu mundo quase desabou. Foram minutos de reflexão sobre a viagem que se aproximava, sobre o sonho que estarei realizando dentro um pouco mais de dois meses. As lágrimas eu segurei, mas a emoção de cantar aos berros não.


Um das decisões mais difíceis na hora de fazer um intercâmbio sem dúvida é a escolha do destino. Ainda mais se você deseja aprender inglês. Existem opções das mais variadas, desde países tradicionais como os Estados Unidos e a Inglaterra, até países mais exóticos como Nova Zelândia e Cingapura. Todos os destinos possuem suas vantagens e desvantagens, não existe um lugar perfeito no mundo, existe sim o lugar perfeito para você.

Diversos fatores me fizeram escolher a Califórnia, além de estar situada no país via de regra visto como liderança global. Por exemplo, o clima mais ameno do que o frio descomunal no Canadá, outro local preferido dos intercambistas. Por pouco não fui para Nova Zelandia, mas acredito que necessitava de uma experiência nos Estados Unidos, principalmente visando meu currículo.

A Califórnia é o lugar dos sonhos para aqueles que sempre foram amantes de Hollywood, meu sonho será realizado em breve. Só tenho a agradecer aos meus pais por essa oportunidade única. E aos meus amigos por um final de semana perfeito de muito rock e histórias que guardarei para o resto da minha vida!







terça-feira, 19 de julho de 2011

Vôos, escalas, conexões – O desespero de uma viagem Internacional.

Quem inventou as conexões dos vôos internacionais? Sim, eu preciso dessa informação. Primeiro para parabenizar do ponto de vista empresarial, afinal foi uma idéia genial,encher os aviões com conexões de várias partes do mundo, todavia, só existe esse ponto como positivo. E segundo para agradecer ironicamente pelas horas em um aeroporto de uma cidade que não tinha a menor pretensão de visitar. Esse é um ponto muito mais do que negativo. Já não bastassem as horas dentro do avião, esse cidadão nos deu acréscimo de hora de viagens, pensando no bolso dele, jamais no conforto para os passageiros.

Essa semana estive na minha busca incessante pela minha passagem com destino à Los Angeles, local do meu intercâmbio. Visitei diversos sites das mais variadas companhias aéreas, consultei preços, os aviões os quais eu embarcaria. Obviamente, a margem de preço era bastante variada, não irei fazer propaganda de nenhuma companhia aérea, afinal não ganho para isso, (mas poderia ganhar, estou aberto a patrocínios para o meu site hehehe). Senão bastassem os preços diferentes; as facilidades oferecidas por uma e outra; os tipos de aeronave; corredor ou janela; deparei-me com a necessidade de escolher em qual lugar eu faria a maldita conexão.

Pela distância geográfica não existem vôos diretos para Califórnia, e foi a partir desse momento que o inferno começou. Discuti durante horas com meu pai se eu deveria fazer a conexão em Miami do outro lado dos Estados Unidos me adicionando assim mais algumas horas dentro do avião. Depois surgiu a sugestão de conexão em Dallas- aeroporto esse que eu já conhecia, pois havia feito uma conexão lá quando viajei para Orlando em 2006. E a opção mais barata que a cada dia mais se populariza: a conexão na cidade do Panamá. Nada contra o país e a cultura local, mas descer em um país que não domino o idioma, por uma companhia aérea com aviões não tão novos era uma opção pouco atraente.

Como sempre fui salvo pelos meus queridos amigos. Depois de postar meu desespero via facebook recebi dezenas de sugestões, e a que eu acatei foi a de fazer conexão em Houston. Ficarei duas horas e meia no aeroporto George Bush, mas em compensação de Houston para Los Angeles levarei apenas três horas de vôo. Preferi escolher a poltrona da janela, afinal poderei encostar a cabeça e dormir sem maiores problemas.

Então, fica ai minha sugestão a quem pretende ir para Califórnia e não tem a menor idéia por qual conexão começar a pesquisar. E tomem cuidado com o tempo de espera entre as conexõs, o ideal é que seja um tempo intermediário, nem muito nem pouco. Afinal, se o avião atrasar você tem quer ter tempo hábil para o deslocamento para a próxima aeronave. Em dezembro contarei a vocês se fiz uma boa escolha ou não.

domingo, 10 de julho de 2011

Basta! Viajar eu vou!

¹

Às vezes nossa vida muda drasticamente sem ao menos perguntar se estamos preparados para isso. Um olhar, um piscar de olhos, e tudo mudou. Outras vezes tudo parece tão igual, tão monótono que existe uma necessidade quase que vital de uma mudança. Você olha para suas roupas não se sente mais bem nelas, pensa em suas escolhas e simplesmente não as aceita mais. Ouve seus amigos e suas dezenas de conversas sem sentido, destaca-se do grupo, pois existe uma vontade de observar e perceber o quanto daquilo é real, e o quanto parte daquele grupo você faz. Chega à conclusão que aquelas pessoas vivem muito bem sem você, seus planos de vida já estão traçados, seus amores platônicos vivenciados e você? O que te tornou essa pessoa que nem ao menos aceita a rotina que leva? Chegou a hora de viajar.

Viajar não apenas no sentido literal da palavra, mas, sobretudo, chegou a hora de viajar metaforicamente ao seu inconsciente. Descobrir seus defeitos; suas qualidades; seus sonhos; seus desejos a curto, médio e longo prazo. Chegou a hora de aprender que nada na vida é eterno, nem mesmo você. É o momento de renovar seu passaporte, enfiar aquelas roupas velhas e surradas- as quais já não te satisfazem- dentro daquela mala da sua última viagem de anos, anos atrás. Deixar para trás todos seus problemas e aflições, e obviamente até mesmo seu statu quo² de segurança. Aquilo que te define como ser humano será deixado para trás. O momento é de reinvenção.

Enquanto faz os preparativos para sua viagem seu pensamento é um só: “tudo será perfeito quando chegar a meu destino”. A grande surpresa do seu pensamento é que o destino não significa apenas o local escolhido para a viagem, o destino possui sim aquele sentido mais amplo de objetivo de vida. Ou seja, nem tudo será perfeito quando chegar ao local planejado para viagem. E serão esses pequenos detalhes que farão a diferença, os pequenos problemas que te tirariam do sério se fossem previstos farão a diferença. Afinal, como assim a casa para onde irei não terá uma máquina de lavar? Como assim terei que andar até a cidade para lavar minhas roupas? Esse seria seu pensamento antes da viagem. Felizmente, durante a viagem a oportunidade de visitar uma lavanderia no centro da cidade será uma ótima oportunidade de conhecer o local, fazer novas amizades e emergir na cultura. Seu objetivo foi alcançado, sua rotina de lavar as roupas em casa foi deixada para trás. Viva os pequenos detalhes que fizeram a diferença

Escrevo hoje sem saber quais serão esses detalhes, mas com o sentimento de que é preciso mudar. É preciso me reinventar. Minhas antigas roupas, desculpas e respostas já não são mais suficientes. Basta! Viajar eu vou!



¹Tradução da Placa: " Mudanças: Próxima Saída."
²statu quo (da expressão in statu quo res erant ante bellum) é uma expressão latina que designa o estado atual das coisas, seja em que momento for.

sábado, 2 de julho de 2011

Passaporte: Com emoção ou sem emoção?


Depois de dois meses de espera o dia chegou. Meu horário marcado para apresentação dos documentos na Polícia Federal era às dez horas da manhã no Shopping Rio Sul. Resolvo acordar oito e meia para ter certa tranqüilidade, e não ter problemas de atraso. Todavia, como de costume nada do que planejamos sai de fato como o esperado. O despertador toca e eu resolvo ter mais cinco minutos de sono, tais minutos que se tornaram vinte. E sim eu já estava atrasado.

Levanto-me correndo em direção ao banheiro, tomo um banho rápido, visto-me e saio em disparada rumo ao ponto de ônibus. Espero por intermináveis quinze minutos o 433 passar. Sento-me no local mais perto da porta, e o que me restava a partir daquele instante era esperar e rezar.

Salto no ponto de ônibus em frente ao Rio Sul às dez horas em ponto, no limite do relógio e do meu horário marcado. Subo em disparada as milhares de escadas rolantes, esbarro com um rapaz, que fica visivelmente irritado com a minha afobação, a qual beirava a total falta de modos. Peço desculpas ainda andando, e deixo o pobre rapaz a resmungar sobre a situação. Entro em rompante no posto da Polícia Federal às dez horas e seis minutos, meu nome já havia sido chamado. Porém, eu não sabia, por isso fiquei sentado por uns quatro minutos esperando o chamado. Até que o pensamento de estar atrasado me faz perguntar à senhora da frente se algum “Pedro Henrique” havia sido chamado, ela balança cabeça positivamente, e diz que a vez tinha sido passada. Desespero, aflição, medo. Mistura de sentimentos.

Aproximo-me da porta e espero a atendente aparecer. Digo que estava atrasado, peço desculpas, e por um breve momento de imensa sabedoria invento uma desculpa: “Desculpa, eu estava em prova na UERJ. Só pude chegar agora, quando eu marquei há dois meses não sabia que teria prova no mesmo dia”. A desculpa foi aceita, o que é raro, afinal os servidores públicos desse país detestam adiantar a vida dos cidadãos. Momento de glória. Tenho a clara impressão que uma gota de lágrima desce em meus olhos.

Sento-me na cadeira, entrego os documentos. Justifico a inexistência de certificado militar e comprovantes de votações devido à minha pouca idade. A atendente sorri, e diz que não tem problemas. Apresento meu antigo passaporte, o qual é devidamente furado para ser invalidado. E lá se vai a história de uma outra viagem aos Estados Unidos. Com um momento de nostalgia lembro-me da Disney, do aeroporto. Sinto-me feliz, voltarei aos Estados Unidos em breve.

Depois da apresentação de documentos o momento mais tenso: Assinatura no leitor digital. Pego a caneta, assino e não vejo nada. A assinatura vai direto para tela do computador, de forma horrenda, mas enfim, pelo menos estava lá. Faço minhas digitais no leitor, tiro minha foto e pronto. Recebo o protocolo com o dia do recebimento do passaporte. Abro um sorriso, agradeço e me levanto. Missão cumprida.

Anotação mental: Lembrar da aula de Direito e Pensamento Politico, o auto-engano. Cinco minutos jamais são apenas cincos minutos.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Porque fazer um Diário de Viagem?


Talvez essa pergunta seja bem mais fácil de ser respondida do que a primeira. Acho que meu primeiro contato com um diário de viagem ocorreu num livro de ficção, o famoso “A volta ao mundo em 80 dias” do escrito Júlio Verne. Desde daquele dia que comecei a ler esse livro fiz a promessa a mim mesmo de fazer uma narrativa com as minhas experiências.

Um diário de viagem não serve apenas para que sejam guardadas lembranças daqueles momentos vividos em seu intercâmbio, mas, sobretudo, serve para, durante o tempo em que estiver fora, aproximar-se de sua família e amigos. Afinal, três meses passam muito rápido para quem está viajando, mas podem se tornar uma eternidade para as pessoas que deixamos.

Pretendo escrever esse diário não apenas com os fatos que viverei em meu intercâmbio. Gostaria de compartilhar minhas experiências na preparação de minha viagem, desde a renovação do passaporte, a entrevista do visto no consulado norte americano, e o tão esperado embarque. Por esse motivo começo a escrever seis meses antes da viagem.

Na próxima sexta feira tenho marcada a renovação do meu passaporte. Depois de longos dois meses de espera, o dia marcado para renovação se aproxima. Eu sinceramente não consigo entender como a Polícia Federal demora tanto tempo para marcar uma simples apresentação de documentos. Hoje em dia no Brasil a burocracia para se viajar é mais longa que a própria viagem em si.

Mas enfim, voltando para o diário de viagem. Acredito que quando aceitamos fazer qualquer viagem assinamos um livro em branco, que fica a espera de ser preenchido com a nova vivência. Por muitas vezes passamos por situações que ficam marcadas para sempre em nossas memórias, que serão motivos de muitas conversas depois da volta. Entretanto, algumas situações não tão especiais também merecem ser registradas. Essa é a graça de um diário de viagem. Ele não é composto apenas pelos momentos magníficos, certamente terá momentos que sentarei em frente ao computador e não terei o que escrever, mas a obrigação de dar noticia aos amigos dará a inspiração necessária para que as páginas em branco sejam preenchidas.

Se eu pudesse dar meu primeiro conselho a quem irá viajar esse seria: faça um diário de viagem! Você se surpreenderá anos mais tarde com a quantidade de coisas que jamais passariam por sua cabeça, mas que de fato aconteceram.

Aqui embaixo um video sobre a experiência do intercâmbio de um grupo de amigos, postado pelo meu amigo Caio Miranda no meu facebook. Espero que gostem

http://www.youtube.com/watch?v=SCOp11ppvF4

terça-feira, 28 de junho de 2011

Porque NÃO fazer Intercâmbio?



Porque fazer um intercâmbio? Talvez essa seja a pergunta mais recorrente feita a mim. No inicio eu demorava a responder, ficava meio sem graça, sem jeito. Sentia-me um pouco maluco, afinal de contas porque eu iria fazer um intercâmbio? Afinal, eu vivo em um dos países mais bonitos do mundo, em uma cidade cuja alcunha principal é maravilhosa. Um país que está na linda e mais animadora estação durante o ano inteiro: o verão. Teria eu menos orgulho de ser brasileiro, por isso a necessidade de viver em terras além mar? Bem, acho que não, apesar de muitas vezes criticar os conhecidos problemas do Brasil, não me imagino sem o futebol, sem o majestoso Maracanã, sem a praia de Ipanema, da garota que vem e que passa com seu doce balanço a caminho do mar.

No inicio sempre respondia com a tradicional resposta de todo intercambista: “Será bom para o meu currículo”. Nossa! Que resposta vaga e sem sentido, resumir a experiência de viver em outro país à uma linha em seu currículo. Não, definitivamente, essa nunca foi e nunca será uma boa resposta. Nem ao menos chegava perto. Lembro-me que depois dessas perguntas eu ficava durante o resto do dia refletindo o motivo dessa aventura, e foi em uma dessas reflexões que decidi escrever esse blog. Mas os motivos para escrever um blog sobre minha viagem terão seu espaço devidamente reconhecido em outra postagem, voltemos ao assunto inicial.

Certa vez no meu curso de inglês fiz essa mesma pergunta a minha professora: “Porque fazer um Intercâmbio?” A resposta dela foi uma das coisas mais incríveis que já escutei em minha vida, certamente aquela era a resposta que eu deveria utilizar a partir daquele momento. Ela simplesmente respondeu com outra pergunta : “Pedro, porque você não deveria fazer um intercâmbio?” Foi um momento de catarse digno de livros de Clarice Lispector.

Apesar da saudade, se você realmente possuir condições de estudar fora , não existem motivos para não fazê-lo. Conhecer um novo país; aprender ou aprimorar um idioma; conhecer a cultura local, e a cultura de dezena de outros países trazidas na bagagem de outros intercambistas, e claro transmitir a sua própria cultura; conquistar independência, aprendendo a se virar sozinho; ganhar aquela linha extra no seu currículo; conhecer os principais cartões-postais do mundo; fazer compras sem os impostos imorais brasileiros. Enfim, os motivos de se fazer um intercâmbio são tantos, que cada qual mereceria um próprio texto. E me atrevo a dizer que poderia ser injusto esquecendo-me de citar tanto outros. Portanto, como não sou pessoa de cometer injustiças, hoje em dia apenas respondo com a aquela pergunta feita pela minha linda professora: “Porque não fazê-lo?” E deixo aqueles que perguntaram de queixos caídos, sem resposta, pois aquela tentativa maliciosa de reduzir esse momento mágico fora desconstruída.